ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis

11 Cidades e Comunidades Sustentáveis
Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis

RESÍDUOS SÓLIDOS

A Sanepar também atua na gestão de resíduos sólidos urbanos, operando os aterros sanitários de Cianorte, Apucarana e Cornélio Procópio.

O aterro sanitário de Cianorte foi o primeiro do Paraná a ter seu sistema de gestão ambiental certificado pela NBR ISO 14001:2004, concedida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), e também foi o primeiro do Brasil a ser administrado por uma companhia estadual de saneamento, com processos sendo executados dentro do que preconizam as normas técnicas e ambientais. Além dos resíduos de Cianorte, o aterro recebe atualmente o resíduo sólido urbano das cidades de Guaporema, São Tomé e Terra Boa, somando aproximadamente 20 mil toneladas ao ano (dados de 2015).

Em Apucarana, a Sanepar gerencia o aterro nas etapas de recebimento, tratamento e disposição final de resíduos sólidos. São dispostos anualmente 28,6 mil toneladas de resíduos domiciliares nesse aterro. Em Cornélio Procópio, a Sanepar faz a gestão da coleta, transporte, transbordo, recebimento, tratamento e disposição final ambientalmente adequada de resíduos sólidos. O aterro recebe em torno de 11 mil toneladas ao ano (dados de 2015).

A gestão de resíduos sólidos traz benefícios para a população:

Redução da poluição do solo, da água e do ar;
Redução da exploração de recursos naturais;
Reaproveitamento de materiais que iriam para o aterro sanitário;
Aumento da vida útil dos aterros sanitários;
Redução do desperdício e do consumo de energia para fabricação de novos bens de consumo;
Geração de empregos;
Redução de custos com a saúde pública;
Cidade limpa, mais atraente para investimentos.
 
ODS a que respondem: ODS 6, 11, 14 e 15.

CORTINAS VERDES

A cortina verde caracteriza-se pela implantação orientada de um conjunto de indivíduos de duas ou mais espécies arbóreas e arbustivas adaptadas à região e ao solo local, distribuídas em linhas paralelas, formando uma barreira de isolamento no entorno das Estações de Tratamento de Esgoto - ETEs. Com isso a cortina cumpre com seu principal objetivo, que é promover a verticalização dos ventos minimizando a dispersão dos odores gerados pelos processos de tratamento de esgoto. Além do aspecto de minimização de odor, a cortina também deve ser implantada com objetivo ambiental, estético e de segurança, promovendo o isolamento visual e físico da estação, de acordo com a disposição espacial e tipo de espécies utilizadas.

A fim de obter sucesso na implantação efetiva das cortinas verdes, os técnicos da USGA (Unidade de Serviço de Gestão Ambiental) e da USEG (Unidade de Serviço de Esgoto) no início de 2015 tiveram a iniciativa de reaproveitar sucatas de PVC armazenadas nos pátios da Unidade de Serviço de Materiais - USMA, de maneira a gerar redução de custos para a Sanepar e buscar a sustentabilidade. A sanepar deixou de encaminhar para o lixo aproximadamente 1000 metros de tubulação, que atualmente protegem as mudas que compõem as cortinas verdes das estações de tratamento de esgoto de Curitiba e Região Metropolitana. 

Com a utilização deste material, a Sanepar pode economizar cerca de R$70.000,00 por ano com a roteção das mudas, plantadas nas ETEs Fazenda Rio Grande, Cachoeira, Padilha Sul, Contenda, CIC Xisto dentre outras.

A utilização das sucatas de tubulação em volta das mudas, evitam que o fio da roçadeira corte as mudas e comprometa o desenvolvimento da cortina. O uso dos tubos em torno de cada planta também cria ambiente mais limpo e sustentável pelo reaproveitamento dos resíduos. Os pequenos pedaços de tubos são sobras dos serviços de implantação e manutenção das redes.

ODS a que respondem: ODS 3, 11 e 13.

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

A gestão de seus processos em consonância com o uso sustentável dos recursos naturais e com a busca pela conformidade legal são premissas da Sanepar. 

Contribui para isso o Sistema de Gestão Ambiental Corporativo (SGAC), implantado em 2014 e que atua no atendimento aos requisitos e normas legais, no estabelecimento de objetivos, metas e indicadores de monitoramento, na capacitação de profissionais e na melhoria dos controles internos relacionados à gestão ambiental. Baseado nos requisitos da norma ISO14001, foi implementado o processo de certificação interna, que atualmente engloba a Unidade Regional do Litoral, a Unidade de Serviço Eletromecânica Sudeste e todas as estações de tratamento e elevatórias de esgoto da Gerência Geral Região Sudoeste. Contam com a certificação externa pela norma 14001:2004 o sistema de água e de esgoto de Foz do Iguaçu e o aterro sanitário de Cianorte. 

A Companhia saiu à frente de seus pares do setor ao adotar o Sistema de Gestão de Riscos Ambientais, baseado na ISO 31000 e que permite identificar, classificar e tratar riscos ambientais com potencial de causar emergências. Contam com certificação interna o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (Saic), os sistemas de água e de esgoto de Londrina, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Cianorte e o aterro sanitário de Cianorte.

ODS a que respondem: ODS 6, 11, 12, 13, 14 e 15.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Um dos grandes desafios ambientais das empresas de saneamento diz respeito ao consumo de energia. Na Sanepar, aproximadamente 91% de toda a energia consumida está direcionada às etapas de captação, tratamento e distribuição de água e, por isso, constitui o principal custo do negócio. A Companhia investe em medidas para reduzir o consumo de energia, como a diminuição das atividades operacionais em algumas estações de tratamento nos horários de pico, quando a tarifa de energia é mais cara.

Outra iniciativa em andamento é a operação do sistema piloto para geração de energia elétrica a partir do biogás na ETE Ouro Verde, em Foz do Iguaçu, que poderá ser replicado a outras unidades no futuro. A Companhia também vem negociando uma linha de financiamento externo para investir na ampliação do sistema de esgoto e no tratamento do lodo, impactando a eficiência energética e as emissões de gases de efeito estufa.

Em uma unidade de biodigestão de alta tecnologia construída na ETE Belém, na capital paranaense, será possível produzir energia elétrica a partir do lodo e de outros materiais orgânicos, uma solução ambientalmente adequada e que reduzirá os custos da Sanepar com a disposição do resíduo. A atividade será conduzida pela CS Bioenergia S.A., sociedade de propósito específico formada pela Companhia e pela Cattalini Bioenergia. A potência instalada deve alcançar 2,8 MW, com previsão de geração de 22,4 GW/h de energia elétrica anualmente, que será utilizada pela própria Empresa e cujo excedente poderá ser comercializado.

ODS a que respondem: ODS 6, 7, 9, 11 e 12.

COMUNIDADE SANEPAR

Encontros com comunidades, promovidos pela Sanepar, para ouvir os anseios e necessidades e levar informações sobre saneamento.

Nesses encontros as Associações de Moradores dos bairros participam em parceria com a Sanepar, e a pauta dessas reuniões gira em torno das necessidades do bairro, como por exemplo: ampliação de rede, tarifa social, parcelamento de débitos, ligações novas de água e esgoto, entre outros.

A Sanepar participa também dos Mutirões da Cidadania, oferecendo serviços de atendimento ao cliente e informações de educação socioambiental.

ODS a que respondem: 1, 3, 6 e 11.